Pensamentos sobre o Princípio da Moralidade

Pensamentos sobre o princípio da moralidade da sociedade virtual.

⇒ Artigo atualizado em 18/07/2019.

 

Ao ler o livro Cegueira Moral tive certa dificuldade de entendimento, afinal  Zygmunt Bauman e Leonidas Donskis, são autores renomados em sua área de conhecimento. Por várias vezes tive de voltar os parágrafos para compreender  a linha de raciocínio.

Dentre as minhas indagações irei listar algumas que me chamam a atenção pelo fato de como o ser humano desconhece cada vez a humanidade.

 

1- Políticos fazem uso de uma chamada e mascarada democracia para manipulação da população e possuem o poder de destruir uma nação. Qual o princípio da moralidade?

 

2- A “nova narrativa do espaço virtual” como descrito no livro me faz duvidar de quão é importante o espaço virtual e quais são seus malefícios a sociedade se contrabalanceados com os benefícios. Esta dúvida paira em meus pensamentos e quando tiver uma opinião formada, certamente, será compartilhada com meus leitores.

 

3- A moralidade atual está embasada na espionagem da vida alheia mais do que na preocupação com a própria vida. Isso me entristece de forma a me deprimir. Não temos  sentido para espionar e expor dados do próximo sem uma finalidade. E mesmo que exista esta finalidade, qual é nosso direito perante isso?

 

4- A insensibilidade ao sofrimento humano faz das pessoas meros expectadores com seus celulares e tabletes para ter um assunto a postar no próximo dia ou mesmo ao vivo. Deixo de acolher um ser humano para ter um assunto em pauta com colegas de serviço, com familiares. Nesta mesma perceptiva torno público o que deveria ser íntimo. O que necessita de ajuda! Que não faz parte de minha vida e na qual não tenho nenhuma moralidade ou ética para tornar público.

 

5- O “senso de insegurança”  nos faz, por motivos emocionais, a tomar atitudes de questões que nos afligem. Fica mais fácil mostrar o outro do que assumir o que sou capaz de fazer ou que me atormenta.

 

6- “A moderna imaginação moral constrói um fenômeno que eu chamaria de geografia simbólica do mal.” (Leonidas Donskis)

Essa frase de Donskis é, em meu humilde entendimento, o quanto a imaginação do ser humano é capaz de criar fatos inexistentes que fazem personagens conforme suas intenções e recompensas. Pois quando não nos afeta mais aumenta o sofrimento de outras pessoas.  Passamos de uma linha tênue entre bem e o mal. Esta linha revela nosso caráter, princípio e ética. Qual o código de ética?

A sociologia é uma ciência pouco estudada, em minha opinião, pelas pessoas. E isso as torna cada vez mais desconhecedoras de seus deveres e direitos não como cidadãos, mas como seres humanos.

 

 

Num perspectiva de continuar estudando sobre a humanidade, comecei a leitura do livro Como a Mente Funciona de Steven Pinker. Este livro aborda as peculiaridades humanas. Apesar de não terminar a leitura do livro, faço observações que mantêm meu entendimento de que a humanidade encontra-se em queda numa grande ladeira.

1- A natureza supera o homem em sua engenhosidade. Encontra soluções e apresenta-se em constante mudança para adaptar-se a  degradação ambiental causada pelo homem.

2- Uma reflexão paira minha mente durante a leitura do livro: Qual o fundamento dos direitos individuais numa sociedade que adere, a cada dia, mais exposição pessoal? Os comentários em redes sociais mostram pensamentos arcaicos quando, por exemplo, as mulheres são incentivadas a manterem um “padrão natural” de beleza num corpo esquelético. As fotos de comparações de antes e depois de mulheres que conseguem emagrecer possuem milhares de “likes” e são festejadas mais que um diploma universitário.

3- As pessoas estão aceitando serem inferiorizadas por não terem um status social adequado. Ou seja, somente são visíveis as pessoas que fazem grandes festas, grandes casamentos,  fazem grandes viagens, possuem muitos seguidores. É uma vida ilusória e surreal criada para redes sociais. Os pais criam redes sociais para seus filhos e só postam tudo que seja “grande”. Já viram postagens de crianças jogando bolinha de gude em rua de terra?

Estive na FLIP 2019 – Festa Literária Internacional de Paraty e comprei mais 2 livros para ler e dar continuidade sobre o tema:

–> Ignorância, Como ela impulsiona a ciência de Stuart Firestein

–> Como aprendi a pensar de Luiz Felipe Pondé

Pretendo retomar este artigo e escrever minhas observações após mais leitura. Até breve! 🙂

 

Patricia Gujev

 

 

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